Avassaladores, são esses momentos em que sais porta fora e limito-me a ver o rasto do teu cheiro desvanecer pelas brechas das portas e janelas.
Na pele fica o picotado de uma noita fria passada contigo e uma banda sonora que só nós conseguimos ouvir. O tempo é estático, somos nós os criadores do Big Bang - Alpha e Omega - criamos ao mais pequeno toque, à miníma carícia, ao ínfimo beijo. É perfeito, demasiado perfeito para ser terrestre, daí só parte a minha impureza e medo da sua efemeridade.
Completas-me, dás-me a perfeição e consigo sempre arranjar forma de a sabotar e mal consigo perceber que no meu caminho de auto-destruição, arrasto-te comigo - meu Yin - e são nesses momentos que uma lança me atravessa. Fria, deserta e implacável, um pouco como eu.
Perdoa-me, nunca tive nada tão belo nas mãos que tenho sempre medo de o deixar cair.
domingo, 10 de janeiro de 2010
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