Espero que não te importes. Fisicamente, é um processo impossivél de evitar - podemos sim, escondê-lo. Agora, a tua atitude, as tuas manias e a tua personalidade, gritam juventude. A teu lado sugo-te a seiva para me suster, minto, para te acompanhar. Tomara muitos passarem pelas tuas adversidades e saírem de um túnel onde reina enxofre e fogo a cheirarem aos mais belos perfumes frescos. A tua pureza é tão verdadeira, cristalina e inigualável que não parece real, ainda fico por vezes incrédulo como tal ser é possivél na natureza. E na mais desafiante equação matemática, apaixonar-se por um que caminhava no fio da navalha, partido e sujo.
Já te disse quanto te admiro? Já te disse hoje que te amo? Ainda foram as suficientes, nem nunca irão ser.
Faltando presente físico, já te dei o que mais tinha de valor. O meu respeito, a minha lealdade e o meu amor. Dar-te-ia Odes todos os dias, mas a banalidade é perversa.
Parabéns, minha querida.
Espero celebrar-te cada vez mais e melhor, a cada ano que passa.
segunda-feira, 22 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
Alcool, Prozac, Nicotina e analgésicos
Publicada por Conceptual à(s) 17:43 0 comentários
Entorpeceu-me a mente, não quero voltar ao estado de apatia em que vivia. Pela primeira vez em anos senti-me vivo. Torna-se díficil de explicar, provavelmente ainda mais entender, mas cresci.
A morte é algo contagioso, não em escala exacta. Fica dentro de nós, corroi-nos e acabamos nós por aos poucos, morrer. Não é minha intenção fazer de Sylvia Plath aqui, perdoem-me os "neo-românticos" tamanha decepção.
Verdade, sinto algo parecido com felicidade, auto-satisfação talvez. Cresço novamente, larguei a infância estropiada, deitei abaixo os muros de flagelo psico-somáticos da adolescência. E rasguei as páginas de amigos, que por eles só fazia pequenas histórias. Arrependo-me? Não muito, apesar admitir que precisei de forças para não cair neles como um sopro num castelo de cartas, mas preocuparam-se e por isso, agradeço. Necessitei do, chamemos-lhe, meu espaço, de forma a não usar o termo solidão pois é algo depreciativo.
É bom estar de volta, sair de casa pela manhã, sentir o sol na cara e ver os drones na sua rotina. Pé ante pé, sinto os musculos a funcionar, escolher um esquema de cores para levar e finalmente lavar a cara e passar uma escova pelo cabelo. Olhando para o espelho, reconheço-me novamente e finalmente, um sorriso tão típico meu.
- És tu...
A morte é algo contagioso, não em escala exacta. Fica dentro de nós, corroi-nos e acabamos nós por aos poucos, morrer. Não é minha intenção fazer de Sylvia Plath aqui, perdoem-me os "neo-românticos" tamanha decepção.
Verdade, sinto algo parecido com felicidade, auto-satisfação talvez. Cresço novamente, larguei a infância estropiada, deitei abaixo os muros de flagelo psico-somáticos da adolescência. E rasguei as páginas de amigos, que por eles só fazia pequenas histórias. Arrependo-me? Não muito, apesar admitir que precisei de forças para não cair neles como um sopro num castelo de cartas, mas preocuparam-se e por isso, agradeço. Necessitei do, chamemos-lhe, meu espaço, de forma a não usar o termo solidão pois é algo depreciativo.
É bom estar de volta, sair de casa pela manhã, sentir o sol na cara e ver os drones na sua rotina. Pé ante pé, sinto os musculos a funcionar, escolher um esquema de cores para levar e finalmente lavar a cara e passar uma escova pelo cabelo. Olhando para o espelho, reconheço-me novamente e finalmente, um sorriso tão típico meu.
- És tu...
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