quarta-feira, 10 de março de 2010

Alcool, Prozac, Nicotina e analgésicos

Entorpeceu-me a mente, não quero voltar ao estado de apatia em que vivia. Pela primeira vez em anos senti-me vivo. Torna-se díficil de explicar, provavelmente ainda mais entender, mas cresci.
A morte é algo contagioso, não em escala exacta. Fica dentro de nós, corroi-nos e acabamos nós por aos poucos, morrer. Não é minha intenção fazer de Sylvia Plath aqui, perdoem-me os "neo-românticos" tamanha decepção.
Verdade, sinto algo parecido com felicidade, auto-satisfação talvez. Cresço novamente, larguei a infância estropiada, deitei abaixo os muros de flagelo psico-somáticos da adolescência. E rasguei as páginas de amigos, que por eles só fazia pequenas histórias. Arrependo-me? Não muito, apesar admitir que precisei de forças para não cair neles como um sopro num castelo de cartas, mas preocuparam-se e por isso, agradeço. Necessitei do, chamemos-lhe, meu espaço, de forma a não usar o termo solidão pois é algo depreciativo.
É bom estar de volta, sair de casa pela manhã, sentir o sol na cara e ver os drones na sua rotina. Pé ante pé, sinto os musculos a funcionar, escolher um esquema de cores para levar e finalmente lavar a cara e passar uma escova pelo cabelo. Olhando para o espelho, reconheço-me novamente e finalmente, um sorriso tão típico meu.
- És tu...

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