Acho que me fartei. Aborreço-me fácilmente e como disse Pessoa: "...ver passar a vida faz-me tédio." - bastante fácil de perceber e adaptar, certo?
Estive a pensar e todos os blogs secretos que tenho, espalhados por vários servidores, nunca me serviram de nada. Queria espalhar algo, queria que alguém aprendesse algo com a minha experiência de vida ou citar-me nas mais diversas situações. Só houve um que foi deveras reconhecido, altamente criticado e comentado - por outras palavras, famoso - mas encerrei-o por motivos pessoais. Foi o único onde me expus como um ser humano, todos os outros foram meros relatos de façanhas, conquistas, destruições, mutilações ou qualquer outras experiências que devido à forma que foram escritas, podiam pertencer a qualquer pessoa mal-ajustada mas ainda funcional na sociedade. Daí nunca ter dado uma face, relatos físicos, sexo a qualquer um deles. Podias facilmente ser tu, como nunca contas-te a ninguém. Honestamente, fartei-me de ser a terceira pessoa, isso irá para o livro que estou a trabalhar. Eu.
Falar de mim, como um "Eu" é difícil, é algo que procuro não abordar no dia-a-dia. Sou um contador de histórias nato, está-me no sangue porque sou bom ouvinte. E, sem querer - expus-me. Sei de coisas que fazem revolver o estomago mais forte, ouvi relatos de amor puro e verdadeiro, daquele que julgamos já não existir. Sim, eu gosto de ouvir histórias, distânciando-me delas com a devida precaução, para não perder a imparcialidade ou ferir-me.
Mas como dizia, acho que me fartei. Vou fazer de conta que sou um de vós, rachar esta carapaça e, talvez quem sabe, um dia arranjar um nome.
domingo, 31 de janeiro de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Eternidade
Publicada por Conceptual à(s) 19:34 0 comentários
És tu, sempre foste.
Eu é que não sabia onde andavas, sonhava contigo sem saber o teu nome, imaginava tocar-te sem conhecer o teu corpo. Sonhava beijar-te.
Já passaram dois anos e a exactidão é deslumbrante perante os meus olhos, os meus sentidos nunca me enganaram. Apareces-te e com a mesma inércia fui derrubado por imensidão de sentimentos como que chuva em Janeiro.
Agradeço-te cada momento e tento sempre torná-lo o mais proveitoso possível. Espero que percebas isso, mesmo nos meus momentos de fraqueza. Sou apenas humano.
Entendo a sobre-valorização do termo, mas honestamente, amo-te. Tudo o que simbolizas, tudo o que defendes, tudo o que és. Nunca mudes, por favor.
Minha Deusa, minha perdição, minha salvação... Meu amor.
Obrigado.
Eu é que não sabia onde andavas, sonhava contigo sem saber o teu nome, imaginava tocar-te sem conhecer o teu corpo. Sonhava beijar-te.
Já passaram dois anos e a exactidão é deslumbrante perante os meus olhos, os meus sentidos nunca me enganaram. Apareces-te e com a mesma inércia fui derrubado por imensidão de sentimentos como que chuva em Janeiro.
Agradeço-te cada momento e tento sempre torná-lo o mais proveitoso possível. Espero que percebas isso, mesmo nos meus momentos de fraqueza. Sou apenas humano.
Entendo a sobre-valorização do termo, mas honestamente, amo-te. Tudo o que simbolizas, tudo o que defendes, tudo o que és. Nunca mudes, por favor.
Minha Deusa, minha perdição, minha salvação... Meu amor.
Obrigado.
domingo, 10 de janeiro de 2010
Formalidades
Publicada por Conceptual à(s) 17:23 0 comentários
Avassaladores, são esses momentos em que sais porta fora e limito-me a ver o rasto do teu cheiro desvanecer pelas brechas das portas e janelas.
Na pele fica o picotado de uma noita fria passada contigo e uma banda sonora que só nós conseguimos ouvir. O tempo é estático, somos nós os criadores do Big Bang - Alpha e Omega - criamos ao mais pequeno toque, à miníma carícia, ao ínfimo beijo. É perfeito, demasiado perfeito para ser terrestre, daí só parte a minha impureza e medo da sua efemeridade.
Completas-me, dás-me a perfeição e consigo sempre arranjar forma de a sabotar e mal consigo perceber que no meu caminho de auto-destruição, arrasto-te comigo - meu Yin - e são nesses momentos que uma lança me atravessa. Fria, deserta e implacável, um pouco como eu.
Perdoa-me, nunca tive nada tão belo nas mãos que tenho sempre medo de o deixar cair.
Na pele fica o picotado de uma noita fria passada contigo e uma banda sonora que só nós conseguimos ouvir. O tempo é estático, somos nós os criadores do Big Bang - Alpha e Omega - criamos ao mais pequeno toque, à miníma carícia, ao ínfimo beijo. É perfeito, demasiado perfeito para ser terrestre, daí só parte a minha impureza e medo da sua efemeridade.
Completas-me, dás-me a perfeição e consigo sempre arranjar forma de a sabotar e mal consigo perceber que no meu caminho de auto-destruição, arrasto-te comigo - meu Yin - e são nesses momentos que uma lança me atravessa. Fria, deserta e implacável, um pouco como eu.
Perdoa-me, nunca tive nada tão belo nas mãos que tenho sempre medo de o deixar cair.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Enfeites
Publicada por Conceptual à(s) 13:35 0 comentários
Está na hora da redenção, saem as luvas, punhos de fora sem tenção de abrandarem. Quero espancar deuses, quero comer políticos, violar polícias, desmembrar jornalistas e colocar uma flor na campa da minha misericórdia.
Em vão, protestos - na volta, revolução.
Em vão, protestos - na volta, revolução.
sábado, 2 de janeiro de 2010
1º Post - 2º Dia
Publicada por Conceptual à(s) 16:57 Etiquetas: new year 2010 random 2 comentários
2010?
Já?
Custa a acreditar (e a escrever, mas devo ter dislexia numeral) como o tempo corre. Como ante-ontem brincava com Playmobiles e punha a agulha no gira-discos de 45 rotações do meu pai, para ouvirmos Elvis, Depeche Mode ou Carlos Paião.
Evolução, incessavelmente ouvimos esta expressão - por este, ou outro motivo - sem me querer queixar, custa-me querer que este é o curso que estamos a tomar. Pessoalmente, estou ainda em Adaptação. Apetece-me continuar a divagar sobre este assunto, apenas porque sim. Mas por agora, ficam apenas os votos de um bom 2010. Posso dizer que entrei de pé direito, em cheio numa poça de água que me causou uma constipação e todos os músculos do meu corpo pedem um Ben-U-Ron, ou um beijo daquela pessoa especial que queremos mais um ano ao nosso lado, para mal e para o ainda pior.
Já?
Custa a acreditar (e a escrever, mas devo ter dislexia numeral) como o tempo corre. Como ante-ontem brincava com Playmobiles e punha a agulha no gira-discos de 45 rotações do meu pai, para ouvirmos Elvis, Depeche Mode ou Carlos Paião.
Evolução, incessavelmente ouvimos esta expressão - por este, ou outro motivo - sem me querer queixar, custa-me querer que este é o curso que estamos a tomar. Pessoalmente, estou ainda em Adaptação. Apetece-me continuar a divagar sobre este assunto, apenas porque sim. Mas por agora, ficam apenas os votos de um bom 2010. Posso dizer que entrei de pé direito, em cheio numa poça de água que me causou uma constipação e todos os músculos do meu corpo pedem um Ben-U-Ron, ou um beijo daquela pessoa especial que queremos mais um ano ao nosso lado, para mal e para o ainda pior.
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